O ex-senador Rodrigo Pacheco tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quarta-feira (30), em Brasília. Ex-presidente do Senado, ele assume a cadeira deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo no final de agosto. A cerimônia foi realizada na sede da Corte de Contas, com acesso restrito a convidados, e contou com a presença de autoridades, entre elas o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).
A chegada de Pacheco ao TCU encerra sua passagem de oito anos pelo Senado. Ele havia sido eleito por Minas Gerais em 2018 e comandou a Casa entre 2021 e 2024. Antes, exerceu mandato de deputado federal entre 2015 e 2018 e chegou a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
A nomeação para o novo cargo foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e publicada no Diário Oficial da União antes da posse. O processo, no entanto, teve origem no Congresso, responsável pela escolha para a vaga aberta com a saída de Bruno Dantas.
A indicação de Pacheco foi apresentada no Senado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), com o apoio de outros parlamentares da base governista e da oposição. Em 1º de setembro, o plenário do Senado aprovou o nome do então senador por 63 votos favoráveis e quatro contrários. Na ocasião, Pacheco afirmou reconhecer a importância do papel desempenhado pelos tribunais de contas na fiscalização da utilização dos recursos públicos.
No dia seguinte, a indicação passou pela Câmara dos Deputados. O nome de Pacheco recebeu 404 votos favoráveis, 61 contrários e uma abstenção. O relator da matéria foi o deputado Aécio Neves (PSDB-MG).
Com a aprovação pelas duas Casas, o Congresso promulgou, em 3 de setembro, o Decreto Legislativo nº 386 de 2026, que formalizou a escolha de Pacheco para a vaga. A tramitação ocorreu de maneira acelerada. No Senado, o nome foi levado diretamente ao plenário, sem passar por uma sabatina em comissão, após acordo para votação da indicação.
A ida ao TCU ocorre depois de Pacheco ter sido mencionado para outros espaços na vida pública após deixar o comando do Senado. No ano passado, o então senador chegou a ser cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e tinha o apoio de Alcolumbre para assumir uma cadeira na Corte. Lula, porém, optou pela indicação do então advogado-geral da União, Jorge Messias.
Pacheco também foi incentivado pelo presidente a disputar o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Ele recusou a possibilidade e, posteriormente, chegou a sinalizar que poderia deixar a vida pública ao final do mandato parlamentar.

