Por Anderson Luis
O deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) comentou, nesta quinta-feira (26), sobre a polêmica gerada em torno da eleição da deputada Erika Hilton (PSOL) para presidência da Comissão da Mulher, da Câmara dos Deputados, no inicio de março. Ao AsP, o parlamentar afirmou que a psolista ‘não tem perfil’ para ocupar o cargo.
Isidório também sugeriu a criação de uma comissão especifica para a causa LGBTQIAPN+. “Eu fui presidente de uma das maiores comissões de administração do serviço público e foi democrático, fui votado, certo? Agora, pra presidir uma comissão você tem que ter um perfil. Já está dito, ‘Comissão das Mulheres’. Então, no meio de tantas mulheres ali dentro, tem que ser uma mulher trans? Então eu respeito o gay, a lésbica, LGBTQIA+. […] Agora, eu acho que tinha que se criar uma comissão de gays, lésbica, diversidade sexual, trans, lésbica, bi, ‘tri’, ‘quadritri’. Tinha que criar um negócio assim para botar a chamada deputada para presidir. A comissão de mulheres haveria de ser presidida por mulheres. É fácil, existe ovo e ovário. Não tem jeito. A gente vai respeitar todo mundo? Não dá’, afirmou o baiano.
Desde que assumiu a presidência da comissão, Erika vem sofrendo uma série de ataques transfóbicos e racistas, como foi o caso do discurso feito pela deputada Fabiana Bolsonaro (PL), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ao fazer “blackface” durante sessão. No discurso, Fabiana disse que, como mulher branca, “mesmo me pintando de negra eu não posso cuidar das pessoas que sofrem o racismo”.
Nesta quarta (25), o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil público para investigar a deputada por suspeita de racismo, transfobia, misoginia e violação de direitos humanos.
Com informações da editora Cintia Kelly.

Anderson Luis é um estudante de jornalismo na Universidade Federal da Bahia – UFBA. Já atuou como pesquisador para o Atlas da Noticia e atualmente é estagiário do Aqui Só Política com Cintia Kelly.

