O ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado, Rui Costa (PT), criticou, na noite desta sexta-feira (25), o legado do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que a atual gestão federal encontrou um “cemitério de obras paradas” ao assumir o país, em janeiro de 2023. A declaração foi dada durante passagem da Caravana do Time de Lula por Campo Formoso, no interior da Bahia.
Ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, Rui utilizou como exemplo a política habitacional e a retomada do Minha Casa, Minha Vida para estabelecer uma comparação entre as duas administrações.
“Encontramos gavetas vazias e um cemitério de obras paradas no Brasil. Esse foi o legado do Bolsonaro”, afirmou Rui.
Ao defender a continuidade do atual projeto político no governo federal e na Bahia, Rui afirmou que os eleitores devem avaliar as entregas e propostas apresentadas pelos diferentes grupos antes da votação marcada para 4 de outubro.
O candidato concentrou parte do discurso no Minha Casa, Minha Vida, retomado pelo governo Lula em 2023 depois de ter sido substituído pelo Casa Verde e Amarela durante a gestão Bolsonaro.
Dados do governo federal apontam que, após a retomada do programa, empreendimentos habitacionais que estavam paralisados ou em ritmo lento voltaram a receber investimentos. O Novo PAC contabiliza ações para retomada ou conclusão de mais de 170 mil unidades habitacionais.
Rui afirmou que 148 mil unidades foram retomadas desde o início da atual gestão. Na Bahia, segundo os números apresentados pelo candidato, 12,4 mil unidades habitacionais foram implantadas, das quais 6,9 mil já foram entregues.
Rui também afirmou que o governo Lula já alcançou 2,6 milhões de moradias contratadas e trabalha com a previsão de atingir a marca de 3 milhões até dezembro.
“Essa é a nossa diferença. A gente se compromete com aquilo que a população mais precisa e sua a camisa para entregar. Já temos 2,6 milhões de casas contratadas e bateremos a meta de 3 milhões no final de 2026”, afirmou Rui.
Durante a agenda em Campo Formoso, Rui também relacionou a possibilidade de ampliar as contratações na Bahia à continuidade da parceria entre os governos estadual e federal.
O candidato citou a eventual reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a eleição de representantes do grupo governista para o Senado como elementos para manter essa articulação.
“Para construir mais moradias, é preciso ter projeto, planejamento e parceria. E é ao lado do presidente Lula que o governador Jerônimo Rodrigues vai trabalhar para acelerar essas construções no nosso estado. Eu e Wagner trabalharemos na mesma direção no Senado Federal”.

