O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), alertou para o risco de congelamento de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o gestor, a Bahia e outros estados do Nordeste poderiam enfrentar dificuldades na continuidade de obras de saúde e saneamento.
“Eu acho que a gente vai sofrer muito no Nordeste. No nordeste, a Bahia vai sofrer muito, já se fala aí em congelar PAC, o recurso. A maioria dos municípios só receberam a primeira parcela, e tem a segunda ou terceira parcela, tem hospitais, tem UBS, tem esgotamento sanitário que é um problema”, afirmou.
Cardoso destacou a dependência dos municípios em relação aos investimentos federais, especialmente para a execução de projetos de infraestrutura. Como exemplo, citou a necessidade de recursos elevados para obras de esgotamento sanitário em cidades pequenas.
O presidente da UPB também defendeu maior integração entre União, estados e municípios para fortalecer a economia do interior, com atenção à produção, ao transporte e à comercialização. “Não é só cuidar de você, levar uma política pública para uma irrigação e depois vai vender a quem? E a cadeia produtiva? Então planejamento não se vê isso, não é só saber o cara produzir, é como ele vai vender”.
Na avaliação do prefeito, o fortalecimento da agroindústria e a organização do transporte são fundamentais para ampliar as oportunidades econômicas nos municípios. “Então a agroindústria é importante, a organização do transporte é importante, então tô vivendo uma esperança de ser um novo governo. Eu acho que o governo Lula já entendeu que tem que mudar em algumas ações, isso é importante ter esse reconhecimento, chegar junto para que o Brasil avance ainda mais”.
Cardoso também elogiou a experiência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e manifestou confiança na continuidade da atual gestão federal. “A experiência de Geraldo Alckmin, altamente preparado, eu acho que o Brasil avança mais se continuar o governo. Eu disse que é pelo interior que o barco vai e se Lula e Alckmin se reelegerem é bom demais”.

