O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mantenha a prisão preventiva do general Mário Fernandes e do tenente-coronel Hélio Ferreira Lima. Ambos foram detidos na operação Contragolpe, em novembro de 2024, no inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado. Segundo a Polícia Federal, Fernandes teria elaborado um plano estratégico para executar Moraes e o presidente Lula.
Os militares recorreram ao STF pedindo liberdade, mas a PGR recomendou a rejeição dos pedidos. No documento enviado ao Supremo, Gonet argumentou que a prisão preventiva está fundamentada em risco concreto à ordem pública e à aplicação da lei penal. Ele destacou a “posição de grande ascendência” de Fernandes sobre os demais investigados e apontou que Lima estava “associado aos propósitos de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito”.
Hélio Ferreira Lima, membro da tropa de elite do Exército conhecida como “kids pretos”, foi preso dentro de um avião no Rio de Janeiro. Ele alegou que sua liberdade não representaria risco à investigação,

