O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) apresentem defesa em uma investigação sobre suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2026. A ação foi protocolada pelo partido Novo, que solicita a cassação da chapa e a inelegibilidade dos dois por oito anos.
A legenda questiona 35 medidas anunciadas pelo governo federal neste ano, das quais 12 teriam sido implementadas durante o período eleitoral. Entre elas estão mudanças no Bolsa Família, subsídios aos combustíveis, programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola 3.0, e a proibição das apostas esportivas.
O partido estima que as iniciativas representem um custo fiscal de R$ 73 bilhões até 16 de outubro. Também aponta a abertura de 13 créditos extraordinários, que somariam R$ 99,7 bilhões em 2026.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, considerou que a documentação apresentada permite a abertura da investigação e determinou o prazo de cinco dias para a manifestação dos investigados. O material reúne atos normativos, estimativas de custos, notas técnicas e reportagens jornalísticas. As informações foram divulgadas pelo portal G1.

