Por: Alan Robert
Parlamentares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro reagiram com críticas ao desfile da Acadêmicos de Niterói e passaram a falar em possível crime eleitoral e até em inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para integrantes da oposição, a homenagem apresentada no Carnaval do Rio teria extrapolado os limites culturais e assumido caráter político.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou a alegoria que representou Bolsonaro como um palhaço com tornozeleira eletrônica. “Quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial e não opinião”, declarou. Nas redes bolsonaristas, o desfile se tornou um dos assuntos mais comentados, com críticas de que o presidente estaria tentando “roubar o Carnaval” e utilizar a festa para promoção pessoal.
O deputado Nikolas Ferreira também reagiu à ala que retratou grupos classificados como neoconservadores, incluindo evangélicos, representados em fantasias de “latas de conservas”. “calma, a esquerda não odeia a família conservadora não. É tudo conspiração… lembre-se disso na hora de votar esse ano, evangélico. A Globo coloca como ‘crítica’, mas se fosse cristãos fazendo essa crítica contra qualquer outra religião, era a terceira guerra mundial”, escreveu. O parlamentar Leandro de Jesus classificou a representação como “absurda” e comentou “Preste bem atenção qual o objetivo dessa turma”.

A homenagem ocorreu no desfile que abriu o Grupo Especial na Marquês de Sapucaí. Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola percorreu a trajetória do presidente desde a infância em Garanhuns (PE), a atuação sindical em São Paulo, a chegada ao Planalto, a prisão e o retorno à Presidência. Em uma das cenas que mais repercutiram, um personagem caracterizado como palhaço recebeu a faixa presidencial e, posteriormente, apareceu preso, em referência ao ex-presidente Bolsonaro.

