Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que cresceu a possibilidade de o Congresso aprovar o fim da escala de trabalho 6×1 ainda antes das eleições municipais de outubro. A mudança é atribuída a uma sinalização de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, que demonstrou disposição para colocar o tema em debate, apesar da resistência do setor empresarial. O gesto é interpretado pelo Planalto como um movimento político ligado à própria reeleição de Motta e à candidatura de seu pai ao Senado pela Paraíba.
O projeto, que propõe uma jornada de quatro dias por semana, totalizando 36 horas, passou a ser tratado como prioridade máxima do governo no Congresso, considerado de forte apelo popular e estratégico para a campanha presidencial de 2026. Para acelerar a tramitação, Lula marcou reunião com Motta na próxima semana, com a participação das ministras Gleisi Hoffmann e Guilherme Boulos, e estuda ainda enviar o projeto em regime de urgência constitucional, que exigiria 257 votos no plenário, aumentando as chances de aprovação em comparação a uma PEC tradicional.

