O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até 15 dias sobre a ausência do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), em um depoimento marcado pela Polícia Federal para esta terça-feira (28).
A oitiva foi cancelada após os advogados de defesa do senador encaminhar por escrito o depoimento de Flávio sobre o inquérito que investiga o parlamentar por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Moraes afirma que Flávio teve a oportunidade de escolher data e horário para prestar esclarecimentos, inclusive por videoconferência, mas “não houve qualquer manifestação no sentido de viabilizar o ato”.
Ainda segundo o ministro, o senador apresentou sua versão escrita pouco antes do horário agendado, “deixando, novamente, de comparecer à Polícia Federal”.
Em sua conta no X, no dia 3 de janeiro, o senador fez uma publicação afirmando que Lula “será delatado” e, na sequência, mencionou crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.
No documento, os advogados de Flávio argumentam que a postagem feita por ele não configura crime e que houve interpretação equivocada do conteúdo. A defesa afirma que a publicação continha duas notícias verdadeiras seguidas de comentários independentes.
Eles argumentam que a frase “Lula será delatado” seria apenas uma previsão sobre um possível evento futuro, sem atribuição de fato criminoso ao presidente.

