O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, pediu que empresários que tenham ameaçado ou demitido funcionários por posicionamentos políticos recuem e façam retratação pública. O apelo foi feito nesta quarta-feira (4), após o Ministério do Trabalho receber mais de 7 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente profissional.
O número de notificações quase dobrou após o segundo turno das eleições presidenciais. Até 31 de outubro, haviam sido formalizados 4.305 relatos. Marinho, porém, ressaltou que as denúncias ainda precisam ser apuradas pela Auditoria Fiscal do Trabalho e que nem todas representam casos comprovados.
O ministro afirmou que o objetivo do governo não é punir preventivamente os empregadores, mas garantir os direitos dos trabalhadores. A legislação proíbe discriminação por convicções políticas e prevê, entre as consequências, reintegração ao emprego ou indenização em dobro da remuneração em casos de demissão discriminatória, além de multas e outras sanções às empresas.
Fonte: Agência Brasil.

