O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, comentou o arquivamento das investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, que envolviam o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Mello afirmou que o afastamento do cargo foi uma medida extrema, que só deveria ser adotada quando houvesse indícios claros de envolvimento, e lamentou a perda do período em que Rocha ficou afastado, ressaltando a dificuldade de restituir a pessoa ao estado anterior.
O arquivamento ocorreu em 5 de março de 2025, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirmou não ter encontrado provas suficientes para continuar as investigações. A PGR alegou que, após a conclusão de todas as diligências possíveis, não havia indícios de crime cometido por Ibaneis. A decisão gerou reações, com representantes da OAB-DF e especialistas em direito.

