As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) trabalham com estratégias semelhantes para o primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais, previsto para domingo (18), na Band. Conforme apuração do blog da Tainá Falcão, da CNN Brasil, a orientação nos dois grupos é priorizar propostas, evitar ataques pessoais e reduzir o risco de erros que possam comprometer os candidatos na reta final da disputa.
Segundo ela, as equipes esperam um confronto com posições mais propositivas. Lula deve destacar ações recentes do governo e apresentar medidas para um eventual novo mandato. Flávio, por sua vez, foi orientado a concentrar suas intervenções em segurança pública, saúde e economia.
A estratégia da campanha petista é concentrar o discurso nas medidas adotadas durante o atual mandato, sobretudo nas mais recentes, e apresentar propostas para um eventual novo governo. A intenção é evitar que o debate fique restrito à comparação com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entre os temas previstos estão o fim da escala de trabalho 6×1, medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs), a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o programa Desenrola.
A campanha pretende associar essas iniciativas à recuperação da renda e do poder de compra das famílias. Lula também deve apresentar propostas para as áreas de saúde e educação, com foco na ampliação do acesso a consultas, exames, tratamentos e escolas de tempo integral.
As comparações com o governo Bolsonaro não estão descartadas, mas aliados defendem que o presidente dedique mais tempo a explicar o que pretende fazer em um novo mandato do que a criticar decisões da administração anterior.
Na campanha de Flávio, a recomendação também é adotar cautela no primeiro confronto. Aliados tratam os debates da Band e da TV Globo como etapas eliminatórias, nas quais o candidato deve evitar um desempenho negativo que prejudique suas chances no segundo encontro. A orientação é não iniciar ataques pessoais, mas responder caso seja provocado por Lula.
Na segurança pública, Flávio deve explorar a redução da maioridade penal, especialmente após Lula manifestar apoio à responsabilização de adolescentes a partir dos 16 anos em casos de crimes hediondos. O senador também pretende defender o endurecimento de penas e a ampliação do sistema prisional.
Na saúde, a campanha deve abordar as filas para exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as propostas estão a digitalização do atendimento, o agendamento de consultas pelo celular e o uso de inteligência artificial.
Na economia, Flávio deve explorar o custo de vida, a carga tributária e os resultados das empresas estatais. A estratégia inclui retomar promessas feitas por Lula na campanha de 2022, como a referência à picanha, e defender que o governo Jair Bolsonaro obteve resultados econômicos superiores aos da atual gestão, sobretudo nas estatais e na política tributária.

