A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cairu para o biênio 2027/2028 teve seus efeitos suspensos por decisão liminar do juiz João Paulo da Silva Antal, da 2ª Vara dos Feitos de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais de Valença, nesta quarta-feira (21).
A medida anula os efeitos da reunião realizada na terça-feira (20), na qual quatro vereadores se declararam vencedores. Luiz Alberto Marques Gomes, Bruno Coutinho do Nascimento, Joglas Manoel Estêvão dos Santos e Agenildo Silva dos Santos estão impedidos de agir como integrantes eleitos da Mesa, sob pena de multa pessoal de R$ 5 mil por ato de descumprimento.
O magistrado entendeu que, após o presidente da Câmara, Antônio Damascena, anular o Edital 001/2026 e encerrar a sessão, não cabia ao vice-presidente reabrir os trabalhos unilateralmente. A decisão também aponta conflito de interesses, pois Luiz Alberto conduziu a votação e liderava a chapa declarada vencedora.
O juiz considerou ainda que a votação contrariou o Regimento Interno, que prevê a renovação da Mesa em 15 de dezembro ou na última sessão antes do recesso. A liminar determina a preservação de atas, gravações, listas de presença e demais registros da sessão, além da citação dos réus para apresentar defesa em 15 dias e do Ministério Público Estadual para acompanhar o caso.
Na terça-feira (20), Igor Gomes (Podemos), candidato à presidência da Casa, acusou o vereador o prefeito de Cairu, Hildécio Meireles (União Brasil), de interferir no rito do pleito na Câmara. Em resposta, o gestor municipal declarou ao Aqui Só Política que o vereador Igor Gomes (Podemos) estaria tentando transformar a suspensão da eleição para a presidência da Câmara Municipal em “palanque político” para as eleições de 2028.

