O candidato ao Senado pela Bahia João Roma (PL) afirmou nesta quarta-feira (26) que pretende defender, no Senado, o reajuste do Bolsa Família e a criação de um 13º pagamento para os beneficiários do programa. Ex-ministro da Cidadania, Roma disse que pretende usar a experiência no governo federal para ampliar políticas de transferência de renda e proteção social.
A declaração foi dada durante entrevista à rádio Brisa Mar FM. Segundo o candidato, o benefício mínimo de R$ 600 não foi reajustado desde o período em que esteve à frente do Ministério da Cidadania, entre 2021 e 2022, no governo de Jair Bolsonaro.
“Eu quero ser senador para lutar por essa bandeira, para a gente tentar reajustar o Bolsa Família e conseguir colocar um décimo terceiro no programa social”, afirmou.
Roma também relembrou a ampliação do Bolsa Família durante sua gestão no governo federal. Segundo ele, o valor médio do benefício, passou R$ 180 para R$ 600.
“Quando eu fui ministro, consegui mais do que triplicar o valor do Bolsa Família. Na época, era uma média de cerca de R$ 180 e nós passamos para o mínimo de R$ 600. Desde a época que eu aumentei o Bolsa Família para R$ 600, de lá para cá, nem o reajuste deram mais”, disse.
O candidato afirmou que sua proposta de fortalecimento da proteção social não se restringe ao Bolsa Família. Ele também citou o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a necessidade de políticas específicas para famílias atípicas.
Benefício e emprego
Roma defendeu ainda uma aproximação entre os programas de transferência de renda e a geração de oportunidades de trabalho. Ele relembrou a regra adotada durante sua passagem pelo Ministério da Cidadania que permitia a manutenção temporária de parte do benefício para pessoas que conseguissem emprego formal.
Segundo o candidato, o mecanismo buscava evitar que a entrada no mercado de trabalho provocasse a perda imediata da proteção social.
“Eu acho muito importante que as pessoas tenham um rendimento mínimo para ter segurança social”, afirmou.
Para Roma, a atuação de um senador pela Bahia deve combinar a busca por investimentos federais com medidas voltadas diretamente à renda das famílias.
“Não só trazer recursos de Brasília para obras importantes, mas também trabalhar para reforçar os programas sociais”, completou.

