O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a cobrar explicações de ACM Neto (União Brasil) após a Polícia Federal apontá-lo, em relatório relacionado à Operação Overclean, como suposta liderança de uma organização criminosa investigada por fraudes e desvios de recursos públicos. Durante comício em Alagoinhas, na quarta-feira (30), Jerônimo citou reportagens sobre o caso e afirmou que o adversário precisa se explicar na reta final da campanha.
“A CNN tornou a mostrar que tem possibilidade de ele [ACM Neto] estar em organização criminosa juntando pessoas a tomar dinheiro público. É possível que ele queira me colocar na Justiça, pode colocar, mas antes disso ele tem que ler o que a CNN escreveu”, afirmou o governador.
Segundo informações divulgadas pela CNN, o relatório da PF aponta que o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão e descreve ACM Neto como alguém que “exerce a função de liderança da organização criminosa constituída para obtenção de recursos públicos a partir de contratos públicos superfaturados”. As acusações fazem parte de uma investigação e não representam condenação. ACM Neto não foi condenado pelos fatos citados.
Na tarde de quarta-feira (30), ACM Neto reagiu às críticas dos adversários e afirmou que a campanha entrou em um momento de intensificação dos ataques. Em vídeo publicado nas redes sociais, o candidato acusou os opositores de apelarem para a “baixaria” na reta final da disputa, embora não tenha especificado quais episódios ou manifestações motivaram a declaração. Segundo Neto, o cenário seria reflexo do crescimento do sentimento de mudança na Bahia.

