O senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), afirmou que as eleições de 4 de outubro representam uma “encruzilhada” para o Brasil e pediu aos eleitores que comparem as realizações dos diferentes grupos políticos antes de definir o voto. A declaração foi feita durante comício realizado nesta sexta-feira (25), em Campo Formoso, no Piemonte Norte do Itapicuru.
Ao lado do governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) e do candidato ao Senado Rui Costa (PT), Wagner utilizou parte do discurso para estabelecer um contraponto entre os governos petistas e a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A comparação também foi levada para a disputa estadual. O senador confrontou a gestão de Jerônimo com os dois mandatos de ACM Neto (União Brasil) à frente da Prefeitura de Salvador e concentrou as críticas principalmente na área da saúde.
“Um caminho vocês já conhecem: É a caminhada de Lula, Dilma, minha, de Rui e de Jerônimo, que tirou o Brasil do Mapa da Fome, que criou o Minha Casa, Minha Vida, que criou o Luz para Todos, que trouxe cinco novas universidades federais e 36 escolas técnicas para a Bahia”, listou o senador.
Ao defender a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wagner citou programas sociais, políticas habitacionais e a expansão da rede federal de ensino como exemplos das diferenças que enxerga entre os projetos em disputa.
Na sequência, direcionou as críticas ao governo Bolsonaro e questionou as realizações da gestão anterior na Bahia. “Vocês viram o que o pai do atual candidato de oposição ao Lula fez em 4 anos [no governo federal]. Trouxe alguma escola técnica para Bahia? Não. Trouxe algum Minha Casa, Minha Vida para a Bahia? Não. Trouxe alguma universidade federal para Bahia? Não”, disparou.
Wagner adotou estratégia semelhante ao tratar da eleição para o Governo da Bahia. Para o senador, a disputa entre Jerônimo e ACM Neto também oferece ao eleitor dois projetos distintos. Ao estabelecer a comparação, ele concentrou o discurso na estrutura de saúde implantada pelo Estado.
“Temos que comparar Jerônimo e o ex-prefeito da capital. Vou dar argumento para vocês: na área de saúde, Jero, em quatro anos, entregou 15 novos hospitais. Ao todo, o nosso grupo fez 27 policlínicas na Bahia”, afirmou. “Já o ex-prefeito não tem moral para falar de saúde. Em Salvador, ele fez apenas um hospital e não cuida da própria policlínica”, acrescentou Wagner.

