A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, afirmou, nesta sexta-feira (14), que a polarização política prejudica a economia brasileira ao colocar diferentes agendas em conflito e dificultar a construção de soluções para problemas comuns. Durante exibição do documentário sobre os 963 dias do governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), em celebração aos 215 anos da ACB, Isabela Suarez defendeu que o país precisa priorizar o diálogo e buscar consensos para transformar seu potencial econômico em benefícios para a população.
“Eu acho que prejudica [a polarização], porque no momento em que as agendas são diferentes, é uma agenda de ódio, sempre alguma parte ela fica desassistida”.
Na avaliação da presidente da ACB, os agentes públicos devem buscar pontos de convergência para enfrentar as dificuldades do país, mesmo diante das divergências políticas. “Todo homem público deve fazer é encontrar um consenso, encontrar encontros, porque as divergências existem, mas os problemas precisam ser enfrentados”.
“Então, sem dúvida nenhuma, eu acho que a polarização prejudica no momento em que a gente elege esse BaVi na política e todos nós perdemos. Eu, assim como empresária e como presidente numa situação que sempre gostou de conversar, espero sinceramente que a gente, em algum momento, saia disso e que o Brasil volte a ser um país que possa funcionar à altura da sua potência”, complementou Isabela Suarez.
Na sequência, ao defender a necessidade de reduzir os conflitos políticos, Isabela também destacou a diversidade da economia brasileira e o potencial do país na produção de recursos naturais. “A gente tem uma economia diversificada, a gente está num momento muito oportuno, hoje somos os maiores produtores de recursos naturais, então tudo isso a gente só vai conseguir superar e entregar em forma de ganho para a sociedade se a gente sair dessa briga”.
Na ocasião, ao falar sobre os 215 anos da ACB, Isabela Suarez também relacionou a realização do evento à trajetória histórica da entidade, que completa 215 anos. Segundo ela, a longevidade da instituição está relacionada à escolha do diálogo como instrumento de atuação.
“Eu acho que a gente se sente muito prestigiado, são 215 anos da Associação Comercial Bahia, um convite à reflexão, à necessidade de sempre promover boas conversas, consensos, porque uma instituição que se mantém viva por dois séculos significa que ela escolheu o diálogo como instrumento”.
Segundo Isabela, o ex-presidente participou de uma programação da Associação Comercial da Bahia pela segunda vez em menos de um ano. Ela lembrou que, na primeira participação, Temer fez a abertura de um congresso realizado pela entidade na Bahia.
Desta vez, segundo a presidente da ACB, Salvador foi escolhida como a primeira capital a receber a exibição do documentário que retrata o período em que Temer esteve à frente da Presidência da República. “E agora, a primeira capital para exibir os 963 dias que retratassem exatamente o período que ele esteve à frente da presidência da República”.
Ela afirmou ainda que a realização do evento ocorre em um momento de conflitos e polarização política no Brasil. Para ela, a atuação de lideranças deve priorizar a construção de soluções para problemas que afetam toda a população. “Eu acho que em sintonia total, com a agenda de homem público, com os presidentes, com a história da Associação Comercial da Bahia, num momento em que o Brasil atravessa um momento delicado, um momento de conflito, um momento de polarização e que todo estadista deve se comportar exatamente como o presidente se comporta”.
A presidente da ACB citou áreas como saúde, educação e emprego como exemplos de pautas que deveriam ocupar o centro do debate público. “Afinal de contas, os problemas que todos nós brasileiros queremos suplantar e queremos ver resolvidos são comuns. Mais saúde, mais educação, pleno emprego e tudo isso a gente só consegue com a construção do bom diálogo”, apontou.
Por fim, Isabela agradeceu aos envolvidos na realização do evento e destacou a participação de Michel Temer, do diretor Bruno Barreto, dos produtores e da equipe responsável pela organização da exibição. “Então sou só agradecimentos, a generosidade do presidente, a toda equipe de produção, ao cineasta Bruno Barreto que através da arte conseguiu retratar e esclarecer uma série de situações que aconteceram dentro desse período”.

