O pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que as investigações envolvendo policiais militares suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) revelam um cenário preocupante para a segurança pública do estado. Em publicação nas redes sociais, o ex-ministro defendeu uma apuração rigorosa dos fatos e alertou para os riscos da infiltração do crime organizado nas instituições públicas.
As declarações ocorreram após a divulgação de informações sobre a Operação Janus, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo. A investigação menciona o ex-comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Augusto Coutinho, entre oficiais citados na apuração, mas não aponta envolvimento direto do militar nos crimes investigados nem o inclui entre os alvos da operação.
Ao comentar o caso, Haddad criticou os cortes de recursos destinados ao combate ao crime organizado durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas e defendeu o fortalecimento das áreas de inteligência e investigação. Segundo o pré-candidato, o avanço das facções criminosas representa uma ameaça às instituições e exige uma resposta firme do poder público para impedir que organizações criminosas ampliem sua influência sobre estruturas do Estado.

