O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira (6), que o pedido de investigação por estupro contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) seja arquivado. Gaspar é candidato à vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) e nega os fatos, realizando um teste de DNA para desmentir as alegações.
As investigações iniciaram em março deste ano, após denúncias do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) que correlacionavam Alfredo Gaspar ao crime de estupro.
Segundo informações do Metrópoles, o arquivamento da investigação em relação a Alfredo Gaspar foi pedido Procuradoria-Geral da República. No parecer, a PGR apontou contradições nos depoimentos dos envolvidos.
Depois de uma discussão acalorada no Congresso, Soraya e Lindbergh apresentaram uma notícia de fato à Polícia Federal (PF) contra Alfredo Gaspar.
Na peça, os dois acusam o congressista de ter mantido relações sexuais com uma menor de idade que tinha apenas 13 anos à época. A relação teria resultado no nascimento de uma filha, hoje com 8 anos.
A representação, no entanto, não trazia detalhes sobre quem seriam as pessoas envolvidas. Lindbergh disse à época ter enviado os nomes à PF, sob reserva.
No período, Alfredo Gaspar atuava como relator da CPMI da Farra do INSS no Congresso. A notícia de fato de Lindbergh e Soraya foi apresentada após um bate-boca entre os dois na sessão de votação do relatório final da CPMI.
Em virtude da ação de Lindbergh e de outros integrantes da tropa de choque governista, a CPMI não teve êxito na aprovação do relatório final de Gaspar.
Além da investigação principal de estupro, também correm no STF outras três apurações relacionadas ao caso, para apurar o possível cometimento de crimes como denunciação caluniosa e coação por parte de Lindbergh Farias e Thronicke, e do próprio Gaspar.

