Reeleito para a Câmara dos Deputados, o presidente do PDT na Bahia, Félix Mendonça Júnior, atribuiu a manutenção do mandato à estratégia adotada pelo partido na montagem da chapa para as eleições de 2026. Segundo o parlamentar, a legenda priorizou o desempenho coletivo em vez de concentrar esforços para ampliar sua votação individual.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Félix afirmou que a estratégia levou em consideração as regras do sistema proporcional, no qual o desempenho da legenda ou federação influencia diretamente a distribuição das cadeiras.
“No sistema proporcional, quem elege é o partido. Na Bahia, cada cadeira exigiu cerca de 208 mil votos de quociente eleitoral. Ter muitos votos sozinho não garante mandato. O que garante é o partido somar votos suficientes”, disse.
Segundo o deputado, o PDT buscou montar uma nominata com candidaturas capazes de contribuir para a votação geral da legenda. Como exemplo, Félix citou o ex-prefeito de Alagoinhas Paulo Cezar, que deixou de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para concorrer a deputado federal.
Na avaliação de Félix, a mudança reduziu uma parcela dos votos que poderia receber individualmente em uma eventual dobradinha, mas aumentou o desempenho da chapa proporcional do PDT. “Ao invés de me garantir de 4 a 5 mil votos, assegurou 20 mil ao partido”, citou.
O parlamentar avaliou que a decisão demonstra a opção do partido por privilegiar o resultado coletivo, mesmo que isso significasse uma votação nominal menor para determinadas candidaturas. “Isso é estratégia política. A vaidade seria buscar uma votação pessoal maior e deixar o partido mais fraco. Preferimos fortalecer o PDT e garantir a representação na Bahia. Claro, contamos também com a velha e boa ajuda divina. O fato é que a estratégia política vence a vaidade pessoal”, pontuou.

