O ex-vereador de Belo Horizonte, Sandro Saltara, teve os direitos políticos suspensos por 14 anos pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A Justiça concluiu que ele nomeou sua amante para um cargo em comissão fantasma e se beneficiou de um esquema de “rachadinha”, recebendo vantagens indevidas com dinheiro público.
Segundo o Ministério Público, a única razão para a nomeação da amante foi o relacionamento extraconjugal com Saltara, caracterizando nepotismo e improbidade administrativa, já que a mulher recebia salários sem comparecer ao serviço. O juiz Mateus Bicalho de Melo Chavinho afirmou que “restam plenamente demonstrados, nesse primeiro núcleo fático, o dolo específico de ambos os réus”.
Além da amante, Saltara também nomeou outro casal para cargos comissionados em seu gabinete, como assessor técnico e assessora de redação, sem que desempenhassem atividades regulares.

