Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mostram apreensivos com o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais e os riscos que podem gerar na tramitação no Senado da PEC 6×1, que altera a carga horária de trabalho e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem alterar o valor do salário.
Apesar do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ter anunciado a votação da proposta para esta terça-feira (6), o resultado do 1° turno das eleições desacelere o ritmo da tramitação.
A proposta, que deve ser votada nesta terça-feira (6), prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, além da adoção de dois dias de descanso remunerado por semana.
Nos bastidores, aliados do presidente analisam a possibilidade da aprovação da proposta dar a Lula um novo argumento na campanha para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A avaliação entre aliados do governo Lula é que a vantagem apresentada por Flávio nas eleições presidenciais pode fazer com que Alcolumbre, que busca a reeleição à presidência da Casa em 2027, defenda o interesse com a oposição, em busca de construir pontes com o grupo político.
Aliados de Lula avaliam que o número de parlamentares presentes na terça-feira ainda pode ser baixo. Isso poderia dificultar qualquer tentativa de acelerar a tramitação ou de criar um ambiente favorável à votação.

