O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, defendeu, nesta segunda-feira (21), as políticas econômicas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou acreditar na vitória do petista nas eleições deste ano. Durante entrevista à Rádio Baiana FM, o dirigente também direcionou críticas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de “mentiroso contumaz”.
Ao avaliar a reta final da campanha presidencial, Éden afirmou que o eleitor deverá comparar os resultados dos governos Lula e Jair Bolsonaro antes de decidir o voto. O dirigente citou, entre as medidas da atual gestão, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, políticas de transferência de renda e ações voltadas à geração de emprego.
Na avaliação do secretário, Lula também enfrentou durante o atual mandato a disseminação de informações falsas, discursos de adversários que classificou como de “extrema direita” e interferências externas dos Estados Unidos. Éden sustentou ainda que o presidente conseguiu ampliar o poder de compra dos brasileiros e criar condições para controlar a inflação.
Durante a entrevista, o dirigente petista também relacionou a candidatura à reeleição à discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e à adoção de medidas econômicas para ampliar a renda da população.
“São dias de luta e o trabalhador ainda se esforça muito. Por isso, estamos brigando pelo fim da escala 6×1 para termos um dia a mais de descanso sem redução do salário. Por isso que o presidente Lula faz investimento em baixar a inflação e abrir crédito. Agora o que precisamos fazer nesses últimos é preciso pesar as coisas: quem é capaz de aumentar o poder de corpo do trabalhador, de aumentar o salário do trabalhador, de gerar mais emprego, mais qualidade e com melhores salários e criar perspectiva de futuro para a juventude brasileira? O presidente Lula”, apontou.
Éden também contrapôs a atual administração à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação apresentada pelo dirigente, o período anterior foi marcado por desemprego, fome e redução da proteção social, enquanto o governo Lula promoveu a retomada de programas direcionados à população de menor renda.
As críticas a Flávio ocuparam outra parte da entrevista. Éden afirmou que o candidato do PL não apresenta propostas para o país e fez acusações relacionadas à trajetória política do senador. O secretário classificou Flávio como o filho “mais perigoso” de Jair Bolsonaro e associou o candidato a suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. As declarações representam acusações do dirigente petista e não uma conclusão judicial sobre a conduta do senador.
Éden também chamou o adversário de Lula de “um mentiroso contumaz”. “Mente que nem sente”, reforçou Éden Valadares. Na sequência, o secretário nacional de Comunicação do PT utilizou as investigações relacionadas ao Banco Master e ao financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, para intensificar as críticas ao candidato do PL.
Flávio é formalmente investigado em um inquérito que apura suspeitas relacionadas aos recursos destinados ao Dark Horse. Documentos da Polícia Federal tornados públicos apontam o senador como interlocutor de Daniel Vorcaro nas tratativas envolvendo aportes para a produção cinematográfica. Éden citou essas apurações para questionar a relação entre o candidato e o ex-controlador do Banco Master.
“Apareceu o quantitativo de autoridades investigadas no caso Master, sabe quantos candidatos à presidência receberam dinheiro de Vorcaro? Flávio. Quem visitou Vorcaro até usando tornozeleira eletrônica? um único candidato, Flávio Bolsonaro. Sabe quantos candidatos a presidente da República jogaram dinheiro para o exterior, pego na mão de Daniel Vorcaro, e nunca prestaram conta desse dinheiro, disse que apresentaria contrato e prestação de conta e não apresentou? Um único, Flávio. Então, o escândalo Dark Horse, o escândalo do Banco Master, o escândalo do Daniel Vorcaro tem nome e sobrenome e se chama Flávio Bolsonaro”, completou Éden.

