O deputado estadual Robinho (União Brasil) rebateu nesta quarta-feira (16) as declarações de Rui Costa (PT), candidato ao Senado, sobre o Banco Master e afirmou que o ex-ministro tenta criar em uma cortina de fumaça para desviar a atenção das relações de integrantes do próprio grupo político com o banco.
Robinho também relembrou o escândalo dos respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia, período em que Rui era o governador da Bahia. Foram pagos antecipadamente R$ 48,7 milhões à empresa Hempcare pela aquisição de 300 respiradores que não foram entregues e o dinheiro, pago de forma adiantada, não foi restituído.
“Rui agora resolveu falar em 10%. Dez por cento de quê? De uma acusação que não virou acordo de delação, que foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Se ele gosta tanto de falar em porcentagem, deveria explicar os respiradores. Pegaram 100% do dinheiro do povo e não devolveram. Foram quase R$ 50 milhões pagos antecipadamente e nenhum respirador entregue. E até hoje os 100% seguem desaparecidos”, afirmou.
O parlamentar afirmou ainda que, enquanto Rui tenta associar adversários ao Master, há fatos documentados envolvendo decisões tomadas pelo próprio governo petista da Bahia relacionadas ao CredCesta. Em janeiro de 2022, quando Rui ainda era governador, um decreto estadual restringiu a portabilidade de operações de crédito consignado vinculadas ao programa, então operado pelo Banco Master.
“Rui deveria ter muito cuidado antes de transformar o Master em seu principal assunto de campanha. Quando se começa a puxar esse fio, ele chega ao governo dele, ao Credcesta e aos seus próprios aliados. Parece que Rui está empenhado em lembrar diariamente aos baianos de uma história que pode ser muito mais desconfortável para o PT do que para os seus adversários”, afirmou.
O deputado ainda citou integrantes do mesmo partido de Rui que foram citados no caso Master pela Policia Federal, como o senador Jaques Wagner, que teria recebido vantagens para beneficiar o banco. Além disso, o atual secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, integrante da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), também foi alvo da PF na operação.

