O ex-ministro da Cidadania e candidato ao Senado, João Roma (PL), reagiu, nesta quarta-feira (16) às declarações do ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado, Rui Costa (PT), sobre as investigações envolvendo o Banco Master e afirmou que a estratégia adotada pelo petista acaba atingindo o próprio companheiro de chapa, o senador Jaques Wagner (PT). Ao comentar a postura do adversário, Roma classificou Rui como “amigo da onça”.
A manifestação ocorreu após Rui voltar a abordar o caso durante entrevista à Rádio Piatã FM, em Salvador. Na ocasião, o ex-ministro da Casa Civil mencionou acusações atribuídas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, envolvendo ACM Neto (União Brasil) e o presidente nacional do partido, Antônio Rueda.
Para Roma, a insistência do adversário em explorar as investigações também mantém em evidência as apurações que citam Wagner.
“Rui está parecendo aquele amigo da onça. Toda vez que fala do Master, lembra aos baianos que quem está no centro das investigações é justamente o companheiro de chapa dele, Jaques Wagner. Parece até que Rui resolveu entrar na campanha para derrotar o próprio parceiro”, ironizou Roma.
O candidato do PL também acusou Rui de direcionar as críticas aos adversários enquanto evita, segundo ele, discutir operações relacionadas ao Banco Master realizadas na Bahia durante governos petistas. Roma voltou a mencionar Jaques Wagner e afirmou que as declarações de Rui contribuem para ampliar os questionamentos sobre o senador.
“Rui pode falar do Master todos os dias. Quanto mais ele fala, mais o Brasil conhece a relação de Jaques Wagner com esse caso e mais perguntas surgem sobre o que aconteceu na Bahia. É um verdadeiro amigo da onça. O problema é que ele tenta apontar o dedo para os outros sem olhar para o próprio lado”, afirmou.
As investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master incluem suspeitas relacionadas a Wagner e integrantes da instituição financeira. Entre os pontos apurados estão possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, além do suposto recebimento de vantagens pelo senador e familiares. As suspeitas fazem parte das apurações e não representam conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos citados.
A reação de João Roma ocorreu depois de Rui Costa usar a mesma investigação para direcionar críticas a ACM Neto. Durante entrevista nesta quarta-feira aos jornalistas Rafael Albuquerque, Dani Mazzei e Ramon Lisboa, na Rádio Piatã FM, o candidato do PT fez referência a acusações atribuídas a Daniel Vorcaro.
“Parece garçom, cobrando 10%”, ironizou Rui ao comentar as suspeitas.
O petista mencionou uma acusação segundo a qual ACM Neto e Antônio Rueda teriam recebido recursos relacionados a contratos firmados com administrações ligadas ao União Brasil. “Tem denúncia de Vorcaro que pagou R$ 200 milhões a ACM Neto e a Rueda. Que eles cobravam 10% para botar as prefeituras e os governos do Estado do União Brasil, eles cobravam um percentual de 10%. Parece um garçom, cobrando 10%”, afirmou.
Rui também levantou questionamentos sobre operações do Banco Master com administrações comandadas por integrantes do União Brasil. “Por que que as prefeituras do União Brasil permitiram, sem licitação, que o Banco Master fizesse empréstimo?”, questionou.
Durante a entrevista, no entanto, Rui ressaltou que não estava tratando as acusações como comprovadas e defendeu que os fatos sejam investigados. “Eu não estou afirmando nada”, ponderou.

