Após intensas negociações e críticas do governo federal, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) apresentou, na noite de terça-feira (11), uma nova versão do projeto de lei antifacção. O parlamentar recuou em pontos que geraram forte reação, como a inclusão de trechos que equiparavam facções criminosas a grupos terroristas e a redução do papel da Polícia Federal no combate ao crime organizado.
Atendendo a pedidos do Executivo, Derrite suprimiu todas as menções à Lei Antiterrorismo e manteve a competência da PF e das polícias judiciárias estaduais conforme previsto na Constituição. Apesar das mudanças, o texto preserva penas rigorosas de 20 a 40 anos para crimes de domínio territorial armado, sabotagem de serviços públicos e ataques contra forças de segurança.

