Com nova direção no Congresso, o centrão busca desgastar a imagem do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e pressiona o presidente Lula (PT) por mudanças na articulação política. Parlamentares apontam dificuldades no diálogo com o ministro e insatisfação com a condução das negociações, especialmente após o fim da gestão de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara. Além disso, o grupo questiona a concentração de decisões na Casa Civil e sugere que Rui seja transferido para outro cargo, como a presidência da Petrobras.
No Senado, as críticas se intensificaram no fim de 2024, principalmente devido a impasses sobre o pagamento de emendas parlamentares. Parlamentares acusam Rui de travar a liberação de recursos e de dificultar a execução orçamentária, o que gerou atritos com líderes do Congresso. Além disso, aliados do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), apontam que o ministro tentou adiar o apoio da bancada do PT à sua candidatura, o que contribuiu para o desgaste da relação.
Apesar da pressão Rui Costa segue prestigiado por Lula, que o considera peça-chave para o funcionamento do governo. O ministro, no entanto, enfrenta resistência crescente e é visto pelo centrão como um opositor a seus interesses.

