A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (18) o projeto de lei Antifacção, enviado pelo governo Lula e relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP). A proposta chega ao plenário após uma semana marcada por quatro versões de relatório, adiamentos sucessivos e críticas que partiram tanto da base quanto da oposição.
O texto de Derrite ainda não encontrou consenso por pontos considerados frágeis pelo governo, como a definição do crime de facção criminosa e mudanças no financiamento da Polícia Federal. Do outro lado, parlamentares bolsonaristas pressionam para incluir a classificação de facções como “terroristas”, algo rejeitado pela base governista.
Governadores de direita pediram mais 30 dias de discussão, enquanto o PL tenta prolongar o debate para desgastar o Planalto. Nas redes, o relator e o presidente da Câmara, Hugo Motta, viraram alvo de apoiadores do governo, sobretudo após Derrite participar de um jantar com Arthur Lira e Eduardo Cunha.
Informações do portal O Globo

