O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), busca um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) para aumentar o número de deputados federais de 513 para 527. A medida evitaria que Estados perdessem vagas após a reavaliação populacional feita pelo Censo de 2022. Caso a mudança não seja aprovada até 30 de junho, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definir a nova distribuição das cadeiras.
A proposta enfrenta resistência, especialmente pelo impacto financeiro que um aumento no número de parlamentares pode gerar. Motta reconhece a preocupação da opinião pública e afirmou que o objetivo é encontrar uma solução que não onere ainda mais os cofres públicos. “Temos que fazer o dever de casa para que isso não represente aumento do custo da Casa”, disse o deputado.
Se a readequação seguir os critérios do STF, 14 Estados sofreriam alterações em suas bancadas. O Pará e Santa Catarina seriam os mais beneficiados, ganhando quatro cadeiras cada. Já o Rio de Janeiro perderia quatro vagas, enquanto Bahia, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul perderiam duas. A pressão de parlamentares contrários à redistribuição tem adiado a votação do tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

