O senador e candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), defendeu, neste sábado (15), o fim da reeleição para cargos do Executivo e a realização de eleições unificadas a cada cinco anos. A posição foi manifestada pelo parlamentar ao comentar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata das mudanças no sistema eleitoral.
Durante sabatina realizada pelo Grupo A Tarde, Coronel afirmou que pretende votar a favor da proposta e lembrou que chegou a ser cotado para assumir a relatoria da matéria.
“Eu concordo plenamente, vou votar favorável, já fui até cotado para ser relator dessa matéria. Não dá pra ter eleições de dois em dois anos no Brasil, é um absurdo. É um gasto desnecessário, uma mobilização da sociedade que eu acredito que de quatro em quatro anos seria o suficiente. Se passar para cinco é melhor ainda”, apontou.
Para o candidato, mandatos de quatro anos já seriam suficientes para que gestores do Executivo realizem suas administrações, sem a necessidade de uma nova disputa eleitoral para permanecer no cargo. “Com quatro anos, dá para governar bem a União, o Estado e a prefeitura. Não há necessidade da pessoa ter mais um ano para governar e muito menos para se reeleger. Para mim a reeleição deve acabar em todas as esferas”, disse.
A PEC que propõe o fim da reeleição e a unificação das eleições foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em maio de 2025 e ainda aguarda análise pelo plenário da Casa.
Pelo texto, presidente da República, governadores e prefeitos não poderão disputar um segundo mandato consecutivo. Em contrapartida, os mandatos dos cargos do Executivo passarão de quatro para cinco anos.
A proposta também estabelece que os mandatos dos integrantes do Congresso Nacional, das assembleias legislativas e das câmaras municipais tenham duração de cinco anos. Com a mudança, as eleições municipais, estaduais e federais seriam realizadas simultaneamente, em um único pleito a cada cinco anos. Caso aprovadas, as alterações previstas na PEC devem começar a ser implementadas a partir de 2034.

