Aliados do presidente Luiz Inacio lula da Silva (PT), no Senado Federal, criticaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais, definidas neste domingo (25).
E suas redes sociais, Flávio afirmou que foi intimado pela Policia Federal a entregar o documento quando estava saindo da casa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, em Brasília.
De acordo com o senador, a determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que considerou uma declaração do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL), seu irmão, que se encontra nos Estados Unidos desde março de 2025. Eduardo havia sugerido que Flávio deixasse o país caso fosse derrotado nas urnas.
De acordo com informações divulgadas pela colunista Milena Teixeira, do site Metrópoles, senadores aliados de Lula consideraram a medida “inadequada” e “estúpida” para o momento.
Na análise dos parlamentares, a medida adotada por Moraes “tensiona” ainda mais o ambiente político e pode reforçar a narrativa de Flávio de que estaria sendo perseguido.
Os interlocutores também demonstraram preocupação com o possível agravamento do embate entre o STF e o Senado Federal. Como a coluna mostrou, parlamentares bolsonaristas articulam um pedido de impeachment contra o ministro e buscam levar a iniciativa à pauta da Casa.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio relatou ter sido abordado por agentes da PF ao deixar a residência do pai, que cumpre prisão domiciliar.
“Hoje de manhã fui visitar meu pai, como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, disse o senador.
Flávio Bolsonaro afirmou que cumprirá a decisão judicial, mas negou ter intenção de deixar o Brasil.

