Integrantes da extrema-direita apontam o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, como um dos responsáveis por organizar a suposta ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de sua família para os Estados Unidos.
A informação foi divulgada por Simón Levy, ex-ministro e político mexicano ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA). Segundo ele, o senador viajou acompanhado da esposa e das duas filhas, chegando ao território norte-americano no início da tarde. Levy também declarou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá se manifestar sobre o episódio nas próximas horas. Até agora, entretanto, a viagem não foi confirmada por fontes independentes.
O episódio teria ocorrido em meio a uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio Bolsonaro, inclusive do documento diplomático.
Além dos documentos brasileiros, o senador dispõe de passaporte italiano, obtido em 2023, durante a gestão da primeira-ministra Giorgia Meloni. De acordo com as informações divulgadas, a determinação judicial também abrangeria a entrega desse documento estrangeiro.
O parlamentar é alvo de investigação relacionada a seus vínculos com o advogado Willer Tomaz. O caso apura suspeitas envolvendo empresas associadas ao advogado e o mercado de apostas esportivas e corre sob sigilo judicial.
A possibilidade de Flávio Bolsonaro ter deixado o Brasil provocou surpresa entre pessoas próximas ao senador. Em conversas reservadas, aliados disseram não entender a decisão e consideraram a atitude “inaceitável”.

