O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (20), em suas redes sociais que seus sigilos bancários e telefônicos já foram quebrados pela Polícia Federal (PF). A defensiva de Neto ocorre em resposta a cobrança do senador Rui Costa (PT) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre o esclarecimento de informações financeiras e telefônicas.
Em resposta, Neto acusou os petistas de fazerem um “jogo de cena” e cobrou explicações sobre o patrimônio dos dois e do senador Jaques Wagner (PT).
“Não tenho problema algum que as minhas contas sejam abertas. Mas, quero dar uma oportunidade para Rui Costa e Jerônimo demonstrarem que não estão fazendo um grande jogo de cena”, afirmou Neto, que também alegou que seus sigilos já foram quebrados por setores da Polícia Federal com o objetivo de promover vazamentos seletivos e perseguir adversários políticos do PT durante a campanha eleitoral, no qual concorreu ao cargo de governador.
O dirigente do União Brasil questionou Rui Costa sobre os quase R$ 50 milhões pagos por 300 respiradores durante a pandemia do Covid-19 e que nunca foram entregues, em uma compra realizada pelo Consórcio Nordeste. Também cobrou explicações sobre um apartamento que atribuiu ao Rui, avaliado em R$ 10 milhões, e uma fazenda localizada entre Ipiaú e Itagibá, no sul da Bahia, que, segundo ele, valeria milhões de reais e não estaria registrada em nome do senador.
Neto também direcionou cobranças a Jaques Wagner, questionando a compra de um apartamento de alto padrão no Corredor da Vitória, em Salvador, avaliado por ele em R$ 10 milhões. O ex-prefeito citou ainda o crescimento do patrimônio declarado pelo senador, de R$ 3,3 milhões, em 2018, para R$ 24,5 milhões, em 2026, uma alta de 631%. Ele também mencionou a apreensão de dólares e euros em endereços relacionados a Wagner, em Salvador e Brasília, durante uma operação da Polícia Federal.
Ao governador Jerônimo Rodrigues, Neto cobrou explicações sobre a investigação da Polícia Federal envolvendo o secretário estadual do Meio Ambiente, suspeito de recebimento de vantagens indevidas. Segundo o ex-prefeito, o secretário teve os bens bloqueados, mas o governador não teria tomado medidas diante do caso.
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