A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a suspensão do Rumble no Brasil, menciona o desrespeito da plataforma à soberania de diversos países. No entanto, o único caso específico citado na decisão envolve o X (antigo Twitter) na Austrália, o que gerou questionamentos. Apesar disso, a principal fundamentação da ordem de Moraes é o suposto descumprimento de decisões judiciais no Brasil.
O Rumble, popular entre influenciadores da direita, se recusou a cumprir ordens de bloqueio de contas, incluindo a do influenciador Allan dos Santos. Em resposta, a empresa entrou com uma ação contra Moraes nos Estados Unidos, junto com a mídia de Donald Trump. O CEO da plataforma, Chris Pavlovski, desafiou publicamente o ministro e afirmou que não acataria “ordens ilegais”, o que levou à determinação de suspensão da plataforma no Brasil.
O caso gerou reações internacionais, incluindo uma manifestação de um escritório ligado ao governo dos EUA, que classificou as ordens do STF como incompatíveis com valores democráticos. O Itamaraty rebateu, acusando os americanos de distorcerem a decisão. Em meio ao impasse, Moraes reafirmou a soberania do Brasil, destacando que o país deixou de ser colônia em 1822.

