O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reiterou sua oposição à continuidade do saque-aniversário nesta quarta-feira (26), destacando que continuará “militando para acabar com o modelo”. Em entrevista coletiva, ele criticou a modalidade instituída no governo Bolsonaro, que permite aos trabalhadores retirar anualmente parte do saldo de seu FGTS no mês de seu aniversário. Marinho acredita que o modelo prejudica os trabalhadores ao limitar o acesso integral ao FGTS em caso de demissão.
O governo federal anunciará nesta sexta-feira (28) uma medida provisória (MP) permitindo que trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário entre janeiro de 2020 e a publicação da MP possam acessar o saldo total do FGTS, que foi perdido com a adesão à modalidade. Marinho, ao ser questionado se essa mudança seria uma tentativa de melhorar a popularidade do governo Lula, afirmou que a decisão “não tem absolutamente nada a ver com queda de popularidade” e destacou que a medida envolve diferentes setores, como a construção civil e os trabalhadores.
O ministro ainda ressaltou que o saque-aniversário é uma “distorção do papel do fundo”, pois não cumpre a função original do FGTS. Marinho observou que, apesar de sua posição, a decisão sobre a continuidade do modelo envolve o Parlamento, e não há chances de a proposta ser revogada no momento. Mesmo assim, o ministro afirmou que não desistirá de defender a mudança para uma versão mais favorável aos trabalhadores.

