O vereador Hélio Ferreira (PCdoB) contestou, nesta terça-feira (27), a justificativa de que a adesivação de ônibus com propaganda eleitoral teria contribuído para a redução da frota do transporte público de Salvador durante o segundo turno das eleições, no domingo (25). Em entrevista a jornalistas na Câmara Municipal, o parlamentar afirmou que há contradições na explicação dada pelo gestor Bruno Reis (União Brasil) e negou responsabilidade dos rodoviários pelo problema.
Segundo Hélio, a categoria foi surpreendida pela quantidade de ônibus que deixou de circular na capital baiana.
“A gente não foi chamado para discutir escala e horários de folgas. Achamos que estava tudo ‘certinho’, como foi no primeiro turno. Então, para a gente, foi uma surpresa o que aconteceu. Tomamos ciência do caos que se instalou logo de manhã cedo”, declarou.
O vereador também afirmou que os rodoviários contribuíram para ampliar a circulação de ônibus durante a tarde, apesar de não terem participado da organização da operação.
“Se tivesse um comportamento melhor, a gente poderia ter feito uma força-tarefa em conjunto e ajudar mais ainda, como a gente ajudou, para que à tarde tivesse mais ônibus na cidade. […] A nossa contribuição foi o que conseguimos fazer para que isso acontecesse”, disse o parlamentar.
Em entrevista coletiva concedida ainda no domingo (25), o prefeito Bruno Reis (União Brasil) atribuiu o atraso na circulação de ônibus, durante o segundo turno das eleições de 2026, à retirada de propaganda eleitoral irregular dos coletivos antes que pudessem sair para as ruas. Assista:
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Vereador questiona relação entre adesivos e redução da frota
Hélio Ferreira questionou a justificativa de que 75 ônibus adesivados teriam provocado problemas na operação do transporte público. De acordo com ele, a frota de Salvador é de aproximadamente 1.800 veículos, e mais de 900 ônibus teriam permanecido nas garagens, o que, em sua avaliação, não seria explicado apenas pela adesivação.
“Porque uma das contradições é aquela: ‘Ah, foram 75 ônibus com adesivo’. Se a frota tem 1.800 e tinha mais de 900 carros na garagem, como é que se explica 75 ônibus serem os culpados de toda a situação?”, questionou Hélio.
O parlamentar também argumentou que a presença de adesivos não impediria necessariamente a circulação dos veículos, pois o material poderia ser colocado ou retirado rapidamente.
“Isso não justifica essa questão da falta de ônibus por causa do adesivo. […] Um adesivo se tira em dois, três minutos”, afirmou.
Com informações da jornalista Ádila Ribeiro.

