O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.937 denúncias de assédio eleitoral durante as eleições de 2026 até segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno. De acordo com informações da Agência Brasil, desse total, 946 foram registradas entre os dois turnos da votação.
O assédio eleitoral ocorre quando alguém usa sua posição de poder no ambiente de trabalho para influenciar, constranger ou pressionar funcionários a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político.
Durante a campanha, o MPT manteve equipes de plantão em todo o país para atender casos urgentes. A maior parte das denúncias estava relacionada à disputa pela Presidência da República.
Ao longo do processo eleitoral, o órgão ajuizou 59 ações civis públicas para combater o assédio eleitoral. A Justiça concedeu 52 liminares, decisões provisórias destinadas a garantir o direito ao voto livre dos trabalhadores. Além disso, foram firmados 53 termos de ajuste de conduta (TACs), nos quais empregadores se comprometeram a não interferir na liberdade de escolha eleitoral dos funcionários.

