As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Lula (PT) foram ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta quinta-feira (22) para assinarem um acordo e disponibilizar a quebra de sigilo fiscal e telefônico de ambos os candidatos. O documento protocolado tem relatoria do ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE.
O principal ponto de divergência das duas campanhas foi em cima da quebra do sigilo da empresa de Willer Tomaz, advogado investigado pela Polícia Federal e amigo de Flávio.
A campanha de Lula exigiu a inclusão dessa empresa no acordo. Por outro lado, a campanha de Flávio afirmou que irá divulgar as informações financeiras, mas após a autorização de Willer, que será requisitada.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, documentos foram entregues ao TSE pela campanha do PT, onde autoriza a abertura dos sigilos. É exigido ainda que os dados devem se tornar públicos, em um site determinado pela Justiça Eleitoral, a partir das 23h59 de hoje.
De acordo com Maria Cláudia Bucchianeri, advogada da campanha de Flávio, tudo o que foi solicitado no pedido de Lula e na do senador Flávio foi aceito. Entretanto, a equipe jurídica afirma que só irá disponibilizar a quebra de sigilo do senador após confirmar que todas as exigências feitas à Lula foram acatadas.
O responsável por conferir a documentação foi o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), que alegou não haver a entrega dos documentos solicitados a Lula e sim, da autorização, apenas.

