O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou os ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (8), ao acusar o adversário no segundo turno de planejar cortes em programas sociais e apresentar riscos à segurança pública. As críticas foram divulgadas em dois vídeos gravados pelo próprio petista, em formato de selfie, como parte de uma mudança na estratégia de comunicação de sua campanha.
Com imagens feitas pelo celular e pouca edição, Lula passou a apostar em publicações mais espontâneas para ampliar o alcance nas redes sociais. A mudança ocorre após o primeiro turno das eleições, em meio à reorganização da campanha presidencial para a votação de 25 de outubro.
Em uma das gravações, o presidente afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro poderia comprometer programas sociais e a política de valorização do salário mínimo.
“Você já viu meu adversário dizendo que vai cortar R$ 200 bilhões do Orçamento. Quando eles falam em cortar R$ 200 bilhões, você sabe no que eles vão cortar? Vão cortar no Pé-de-Meia, no Farmácia Popular, no Minha Casa, Minha Vida, na merenda escolar, no Gás do Povo, não vão dar aumento do salário mínimo acima da inflação e não vão dar aumento do salário mínimo para aposentados”, afirmou o presidente em vídeo nesta quinta-feira.
As declarações fazem referência a informações divulgadas pela Folha de S.Paulo sobre medidas estudadas pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro. Segundo a reportagem, integrantes da campanha avaliam mudanças nas regras de reajuste de benefícios previdenciários e nos pisos de gastos com saúde e educação para viabilizar um ajuste fiscal de até R$ 250 bilhões.

