O ex-ministro e candidato ao Senado, Rui Costa (PT), participou, na manhã desta terça-feira (29), de uma reunião com representantes de entidades sindicais no Comitê Central da campanha governista. O encontro funcionou como um “esquenta” para a caminhada do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Salvador, no período da tarde, e teve como foco a mobilização dos apoiadores nos últimos dias antes do primeiro turno.
Durante a reunião, o ex-ministro da Casa Civil alertou os sindicalistas para o que classificou como risco de “retrocesso” no país e defendeu a reeleição de Lula e do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Se a gente tiver retrocesso para o Brasil, vocês podem fazer muita greve e reivindicar muito, mas não terão sucesso no objetivo porque a realidade concreta e material não permitirá”, alertou o petista.
Ao defender a continuidade do atual governo, Rui também fez críticas às gestões dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro (PL). O candidato relacionou os dois governos a mudanças na legislação trabalhista e à perda de direitos. A reforma trabalhista, aprovada durante a administração Temer em 2017, promoveu uma série de alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), incluindo regras sobre férias, jornada, negociação coletiva e contribuição sindical. Durante o governo Bolsonaro, também foram implementadas mudanças em normas trabalhistas e previdenciárias.
Além de abordar a disputa nacional, Rui pediu aos participantes que ampliem a mobilização em favor da chapa governista na Bahia. O candidato defendeu o chamado voto casado em Lula e Jerônimo e afirmou que a reta final exige atuação direta dos apoiadores para transformar a avaliação das gestões em votos no próximo domingo.
“A consciência da transformação tem que ser transformada em militância, em ação. Porque senão depois a gente vai chorar o leite derramado”, disse.
A estratégia apresentada por Rui passa pelo contato direto dos militantes com familiares, colegas de trabalho, integrantes das categorias profissionais e outros eleitores. “A militância de vocês e o que vocês levam para a família de vocês, para a categoria, é fundamental para definir no domingo que país nós teremos e que estado nós teremos”, finalizou.

