O ex-ministro e candidato ao Senado, Rui Costa (PT), criticou, nesta terça-feira (22), os gastos da Prefeitura de Salvador com festas e defendeu que a administração municipal amplie os investimentos destinados às creches e à educação infantil. As declarações foram dadas antes de um comício realizado em Camamu, no Baixo Sul da Bahia.
Ex-governador do Estado, Rui argumentou que os municípios devem tratar a expansão do atendimento às crianças como uma das prioridades do orçamento público. Segundo o petista, a medida tem impacto não apenas na formação educacional, mas também no desenvolvimento social e nas políticas de prevenção à violência.
Durante conversa com a imprensa, o candidato direcionou as críticas principalmente a Salvador e estabeleceu uma comparação entre a arrecadação municipal e a oferta de vagas na educação infantil.
“Salvador é a cidade mais rica da Bahia, com a maior arrecadação, mas é a pior do Brasil em oferta de creche e ensino infantil porque os prefeitos nunca priorizaram garantir creche e educação infantil”, afirmou.
Ao defender uma mudança nas prioridades orçamentárias, Rui criticou diretamente os recursos destinados pela Prefeitura de Salvador à realização de festas e eventos. O candidato comparou a administração dos recursos municipais ao orçamento de uma família e afirmou que despesas consideradas por ele menos prioritárias não deveriam ocupar espaço de investimentos voltados à primeira infância.
“Não dá para gastar uma fortuna fazendo festa. É muita festa, muito dinheiro gasto. É como um pai de família que, em vez de levar a comida para casa, sai para a farra”, disparou.
Durante a passagem por Camamu, o ex-governador também vinculou os investimentos na primeira infância ao enfrentamento da criminalidade. Rui defendeu que políticas de segurança não sejam concentradas apenas na atuação policial e argumentou que a ampliação das oportunidades educacionais deve fazer parte das estratégias de prevenção à violência.
“Na segurança pública, a educação é um pilar fundamental”, enfatizou Rui.
Na avaliação do candidato, o enfrentamento da violência exige uma combinação de políticas públicas. Rui afirmou que “não há solução mágica” para o problema e citou, além da educação, a necessidade de mudanças no sistema de Justiça.

