Durante a campanha eleitoral, a presidência da Câmara dos Deputados autorizou a redução da jornada de trabalho dos servidores para quatro horas por dia presencial.
A autorização dada pela diretoria-geral da Casa permitiu que os servidores cumpram apenas 20 horas semanais das 40 totais, enquanto não estão sendo realizadas sessões plenárias.
A última semana de esforço concentrado ocorreu no início de setembro, quando foi votado, à exemplo, o fim da escala 6×1 e da Pec da Segurança Pública. Desde então, não há sessão do plenário e a Casa funciona em recesso branco.
A assessoria da Câmara dos Deputados afirmou que a medida não implica redução da carga horária, apenas dá maior flexibilidade quanto à forma de cumprir a jornada de trabalho.
Na prática, os servidores podem cumprir metade da carga horária de forma remota, com acompanhamento e controle de produtividade pelas chefias.
A Câmara disse ainda que a medida busca racionalizar o uso da estrutura administrativa durante o período eleitoral, contribuindo para a redução de despesas, “sem prejuízo à continuidade dos serviços, à produtividade das equipes ou ao atendimento das demandas institucionais”.
Com a jornada menor, o salário de alguns servidores também diminui. Aqueles que trabalham no plenário costumam receber horas extras por conta do horário das sessões, que acaba indo madrugada adentro.

