O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste domingo (20) que algumas críticas direcionadas a ele desde sua chegada à Corte carregam “indisfarçável preconceito regional, de matriz racista”. Em publicação nas redes sociais, o magistrado citou expressões usadas em jornais para questionar sua origem e afirmou identificar “ódio à procedência regional” nas críticas.
“Um aspecto em algumas ‘críticas’ a mim endereçadas em jornais, desde que cheguei ao STF, chama muito a minha atenção: o ódio à minha procedência regional”, escreveu Dino. O ministro, que é natural do Maranhão, citou termos como “jurista de província” e “oratória grandiloquente de província” como exemplos do que considera manifestações preconceituosas.
Dino afirmou que, por exercer uma função pública, está sujeito ao debate e às críticas, mas disse considerar seu dever apontar quando determinadas expressões, em sua avaliação, atingem “as leis, a dignidade e a decência”. A manifestação ocorre após a sessão do STF da última terça-feira (15), quando o ministro citou Aristóteles e fez referências ao humorista Fábio Porchat durante a discussão sobre o caso envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.

