O ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado, Rui Costa (PT), utilizou o avanço das obras da Ponte Salvador-Itaparica para comparar os projetos de infraestrutura defendidos por seu grupo político com aqueles realizados pelo grupo ligado a ACM Neto (União Brasil) em Salvador. Em sabatina na manhã desta quinta-feira (3), na rádio Baiana FM, o ex-governador também criticou o BRT da capital baiana e a gestão do sistema de transporte público.
As obras da ponte, executadas por meio de uma parceria entre o Governo da Bahia e o governo federal, avançaram nesta semana com a implantação das primeiras estacas a partir das balsas. Rui citou o início dessa etapa para destacar a dimensão do projeto.
“Eles não acreditavam na Ponte. Nós acreditamos, estamos fazendo e em cinco anos, nós estaremos atravessando a Ponte Salvador-Itaparica. Esse é o nosso diferencial: projetos audaciosos, grandes, do tamanho e com o padrão que a Bahia merece”, afirmou o petista.
Na avaliação do petista, a diferença entre os grupos políticos também pode ser observada nas obras de mobilidade urbana. Ao citar o BRT de Salvador, Rui classificou o projeto como pequeno e criticou o tempo levado para sua conclusão e o movimento do sistema.
“Quem pensa pequeno só faz coisa pequena ou não faz. Eles demoraram 12 ou 13 anos para concluir o tal do BRT, o mais caro do Brasil e que só anda vazio”, disparou.
Rui também atribuiu ao ex-prefeito ACM Neto responsabilidade pela situação financeira das empresas de ônibus da capital. O candidato criticou o modelo de concessão adotado durante a administração do adversário.
“Gastaram uma fortuna para fazer os viadutos do BRT, quase R$ 1 bilhão, e quebraram as empresas de ônibus de Salvador. O pessoal estava culpando Bruno Reis, mas a responsabilidade é de Neto, porque ele fez um leilão e tirou das empresas R$ 400 milhões. As empresas de ônibus hoje estão quebradas, o transporte público está caindo aos pedaços. Esse é o padrão deles e o nosso não. Essa é a diferença”, comparou.
Ao defender o modelo de infraestrutura associado aos governos do grupo político do presidente Lula, Rui Costa também citou o metrô e o VLT como exemplos de obras estruturantes. O ex-governador afirmou que administrações anteriores teriam permanecido durante anos à frente do metrô sem realizar avanços que, segundo ele, foram posteriormente feitos pelos governos petistas.
“Eles ficaram 14 anos com o metrô nas mãos e não fizeram, não acreditavam. Nós fizemos e estamos ampliando para o Campo Grande. Eles não acreditavam no VLT, e está rodando”, finalizou.

