O senador Rui Costa se solidarizou com a jornalista Basília Rodrigues, do SBT NEWS após o candidato ao Governo do Estado, ACM Neto (União Brasil) tentar descredibilizar durante sabatina, na última terça-feira (31).
Para Rui Costa, o candidato que se autodenomina “príncipe herdeiro da Bahia”, teria adotado uma postura considerada grosseira, deselegante e arrogante diante da profissional, que é negra e estava no exercício da atividade jornalística.
O episódio também levantou críticas sobre a atuação da imprensa durante o período eleitoral. A avaliação é de que o papel do jornalista é justamente questionar os candidatos e cobrar respostas sobre suas propostas e posicionamentos.
“O papel do jornalista não é o de condescender com candidatos, mas sim o de questioná-los rigorosamente, confrontando-os e extraindo deles respostas que revelem suas reais intenções”, afirma o senador.
Ainda de acordo com Rui Costa, a postura de Neto diante dos questionamentos teria revelado um comportamento inaceitável quando submetido a situações de pressão. “Ao ser pressionado, o candidato recorreu ao desrespeito, evidenciando sua verdadeira natureza”, destacou o candidato à reeleição do Senado.
A declaração também faz críticas à estratégia eleitoral adotada pelo candidato do União Brasil em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Rui, ele e o prefeito de Salvador, Bruno Reis teriam feito ataques frequentes ao presidente nos últimos três anos e, diante da manutenção da popularidade de Lula entre os baianos, passaram a adotar uma postura mais discreta.
“Agora, ao perceber que a opinião pública baiana permanece favorável ao presidente, ele adota um silêncio oportunista, na tentativa de captar votos”, afirma.
A crítica é estendida ainda ao candidato ao Senado pelo PL, João Roma que, segundo o Rui, apesar de presidir o partido na Bahia, não menciona o nome do candidato do partido à Presidência da República em suas inserções televisivas.
Para o senador, a estratégia representaria uma tentativa de ocultar do eleitor o o alinhamento político dos candidatos. “Essa estratégia de ocultação configura uma tentativa de enganar o eleitor”, afirma.

