O ex-ministro e candidato ao Senado, João Roma (PL), acusou o ex-ministro da Casa Civil e também candidato ao Senado, Rui Costa (PT), de “faltar com a verdade” ao afirmar que não recebeu apoio do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o período em que foi governador da Bahia. Durante sabatina promovida pelo A Tarde, Roma foi questionado pela editora-chefe do Aqui só Política, Cíntia Kelly, sobre declarações de Rui e do governador Jerônimo Rodrigues (PT), de que o governo do ex-presidente teria fechado as portas para a Bahia. Em resposta, o candidato negou que tenha havido falta de investimentos federais no estado e citou obras de infraestrutura realizadas durante a gestão Bolsonaro.
“Infelizmente, além de não deter a simpatia sequer de seus aliados, que é o caso do ex-ministro Rui Costa, ele falta feio com a verdade em relação a isso. Os dados já demonstrei, estão no site, no Transparência Brasil, dos investimentos”, alfinetou Roma.
Ao rebater Rui Costa, João Roma citou a duplicação da BR-101 e as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) como exemplos de investimentos realizados durante o governo Bolsonaro. Segundo Roma, os últimos trechos da duplicação da BR-101 no eixo norte inaugurados antes do período atual tiveram investimentos da gestão Bolsonaro. “As últimas duas vezes que houve investimento e inauguração desses trechos foi do governo do presidente Bolsonaro”, declarou.
O candidato também mencionou a entrega de trechos da Fiol durante o período em que ocupou o Ministério da Cidadania e Tarcísio de Freitas era ministro da Infraestrutura. “As últimas vezes que foram entregues de trecho da Fiol, eu estava ao lado de Tarcísio de Freitas. Um dos trechos foi de mais de 100 quilômetros da Fiol”, afirmou.
João Roma também criticou a atual situação das obras relacionadas ao Porto Sul e à Fiol. Segundo ele, os projetos não avançaram como deveriam e Rui Costa não conseguiu viabilizar investimentos durante sua passagem pelo governo federal.
“Essa obra está abandonada, apesar da tentativa do senhor Rui Costa que infelizmente não deu certo para ajudar a Bahia, na posição de todo poderoso ministro-chefe da Casa Civil. Ele tentou muito, mas está aí parado o Porto Sul, está parada a Fiol e tantos outros investimentos”, afirmou.
Roma também questionou a atuação de Rui Costa na ampliação da infraestrutura energética do Oeste da Bahia. O candidato lembrou que o ex-governador chegou a atribuir a falta de desenvolvimento da região à ausência de investimentos federais em transmissão de energia durante o governo Bolsonaro.
“Ele chegou ao ponto de ir na exposição em Luís Eduardo Magalhães e dizer que a culpa da falta de desenvolvimento do Oeste da Bahia era porque o Bolsonaro não viabilizava a transmissão. Pois está aí: já se passaram quatro anos com o mesmo governador, com o presidente do partido dele e ele, o todo poderoso ministro-chefe da Casa Civil. Cadê a demanda energética para o Oeste da Bahia para gerar emprego para nossa população?”, questionou.
Na avaliação de João Roma, Rui Costa não conseguiu apresentar resultados suficientes para a Bahia durante sua atuação no governo federal. “Rui Costa falhou, não conseguiu trazer resultado para o povo baiano”, declarou.
O candidato também criticou a trajetória política do ex-governador e afirmou que Rui Costa teria priorizado a ocupação de cargos públicos. “Ele durante todo esse período, ele fez uma coisa que ele gosta muito que é ocupar cargo público, assim como ficou aqui no estado da Bahia. Ele passou oito anos como governador hospedado no Palácio de Ondina”, afirmou.
Roma também criticou o aumento da carga tributária na Bahia e citou o ICMS como exemplo. “Na saída deixou de presente para nós baianos mais 1% linear de imposto do ICMS, em um dos estados que cobra mais imposto do Brasil”, declarou.
João Roma também criticou declarações de Rui Costa sobre investimentos e obras estruturantes na Bahia. Segundo o candidato, o ex-governador teria adotado um discurso que não corresponderia à realidade dos investimentos realizados no estado. “Rui Costa ataca de forma ácida, de forma agressiva, de forma lamentável, porque falta com a verdade, falta com o respeito ao cidadão baiano, que poderia ter acesso à verdade”, afirmou.
O ex-ministro também citou a Ponte Salvador-Itaparica e criticou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cerimônia que marcou o início das obras, em Vera Cruz, em 1º de julho.
“Eles convidaram o presidente para uma obra inexistente, pararam ali praticamente numa estrutura armada dizendo que a ponte Salvador-Itaparica começou. Então isso foi notícia, inclusive, nacional do Brasil inteiro, dado o tamanho do vexame”, declarou.
O candidato afirmou ainda que outros projetos de infraestrutura poderiam ter avançado durante o período e mencionou intervenções viárias como exemplo. “Tem muitos investimentos que poderiam ter ocorrido nesse quadrante, que não ocorreram, como viaduto da 716 com a 242, tantas obras que poderiam avançar”, disse.
Além das grandes obras de infraestrutura, João Roma destacou investimentos federais destinados a municípios baianos durante o governo Bolsonaro. O candidato citou recursos para construção e manutenção de quadras esportivas, além de repasses para prefeituras. “Na época do presidente Bolsonaro nós fizemos muito, sem falar de investimento em quadras, sem falar nos investimentos para as prefeituras”, afirmou.
Roma também mencionou a atuação do governo federal durante as fortes chuvas que atingiram o extremo sul da Bahia. Segundo ele, mais de 100 prefeituras solicitaram apoio ao governo federal e receberam auxílio independentemente da filiação partidária dos gestores.
“Quando ocorreram as fortes chuvas, no extremo sul do estado da Bahia, mais de 100 prefeituras pediram apoio do governo federal. Todas receberam e nenhuma delas foi perguntada qual era o partido dela que era afiliado”, afirmou.

