Durante sabatina promovida pelo Jornal A Tarde, nesta segunda-feira (10), o ex-ministro e candidato ao Senado, João Roma (PL), afirmou que pretende exercer um mandato ativo no Congresso Nacional, caso seja eleito para uma das duas vagas destinadas à Bahia nas eleições de 2026. Em resposta à editora-chefe do Aqui só Política, Cíntia Kelly, que utilizou o exemplo da BR-324 para cobrar questionar a atuação dos senadores em temas importantes para a Bahia, Roma defendeu que sua experiência como deputado federal e ministro do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o credencia para apresentar resultados positivos ao estado.
Na ocasião, Roma também criticou os representantes ligados ao PT da Bahia e afirmou que pretende mudar a percepção dos baianos sobre a atuação de seus representantes em Brasília. “Eu aceitaria essa pergunta de Jerônimo se fosse direcionado a Rui Costa, que esteve silente e que dificultou muito o trabalho do ministro Tarciso, onde eu mesmo participei de diversas reuniões, mesmo ainda antes de ser ministro, como deputado federal”, apontou.
‘Eu quero sim essa oportunidade de ser senador da República, não é para decepcionar o povo baiano e trazer essas notícias desagradáveis, que hoje eu vejo a decepção do povo quando eu vejo que os atuais representantes trazem notícias ruins para o Estado, geralmente nas páginas policiais até. Eu quero trazer notícias positivas, eu quero contribuir para uma Bahia grandiosa, para que as pessoas olhem e respeitem o Estado da Bahia, que tem por nós admiração por tudo que nós temos a oferecer”.
Ao defender sua atuação política, João Roma relembrou a eleição para a Câmara dos Deputados em 2018. Segundo ele, desde o primeiro ano de mandato buscou demonstrar resultados aos eleitores que contribuíram para sua chegada ao Congresso. “Cada um tem um perfil, eu quando me elegi deputado, você lembra muito bem, no ano de 2018, eu cheguei e parece que eu queria me provar e mostrar para aquelas pessoas que me deram suporte e fizeram chegar na Câmara de Deputados uma satisfação”, declarou.
Roma afirmou que se dedicou de forma expressiva ao mandato e que, ainda no primeiro ano, passou a integrar a lista dos chamados “cabeças do Congresso”, elaborada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Segundo o candidato, a relação reúne um grupo restrito de parlamentares entre os 513 deputados federais e 81 senadores.
João Roma também citou a experiência como ministro para defender sua capacidade de atuação em Brasília. Ele afirmou que o período no governo federal permitiu a implementação de programas e ações voltados à população. “O que me orgulha, porque eu tive a oportunidade de ajudar muitas pessoas, de estruturar programas, como foi o caso do Auxílio Brasil, que zerou a fila do programa social do Bolsa Família”, disse.
Roma também mencionou o aumento do valor do benefício social, o Auxílio Emergencial e o Bolsa Atleta entre as iniciativas realizadas durante sua passagem pelo governo. “Consegui aumentar, que era na média R$ 180 reais o Bolsa Família, para no mínimo R$ 600. Estruturamos o Auxílio Emergencial, fizemos o Bolsa Atleta”, afirmou. O candidato também lembrou sua atuação relacionada aos Jogos Olímpicos de Tóquio, realizados no Japão, quando, segundo ele, representou o governo brasileiro.
Durante a sabatina, o candidato também falou sobre sua relação com o estado. Embora não tenha nascido na Bahia, Roma destacou que vive no estado há 24 anos. “Eu não sou baiano de nascença, eu cheguei aqui na Bahia. Há 24 anos, encontrei aqui a minha esposa Roberta Roma, que é baiana, aqui nasceram meus filhos, aqui me estabeleci, desenvolvi a minha atividade econômica, me dediquei à política”, afirmou.
Roma também citou sua participação na gestão do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), e classificou sua atuação na administração municipal como um desafio que, segundo ele, resultou na entrega de resultados à população. “Ajudei ACM Neto na Prefeitura do Salvador, que foi um grande desafio e nós conseguimos sim retribuir a confiança da população”, declarou.

