Por: Cíntia Kelly e Eduardo Costa
O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) rejeitou o rótulo de “traidor” atribuído a ele por integrantes do grupo do governo da Bahia, do qual fez parte até o início deste ano.
Dois meses após oficializar a sua saída do grupo, Coronel afirmou que irá votar em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência da República nas eleições de outubro.
Questionamento pelo Aqui Só Política, o senador negou que tenha “traído” o seu antigo grupo.
“Olha bem, esse negócio de traição depende de quem ouve, depende de quem interpreta. Todo mundo sabia, desde a eleição de Jerônimo, que eu não participei da campanha, não me externei por questões partidárias, porque eu estava no PSD”, disse.
O senador justifica que os integrantes do partido devem ter liberdade para fazer suas escolhas políticas.
“Eu tenho minhas convicções. Se um presidente de partido vota com A, não tenho obrigação de seguir. Eu acho que é igual ao eleitor: tem que ter liberdade para escolher quem ele quer para governar o Brasil, governar a Bahia ou escolher para o Senado”, afirmou.
Coronel também foi questionado sobre um episódio que, enquanto presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), promoveu uma sessão de desagravo em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso na época.
O candidato justificou que o ato foi uma “solidariedade” com o petista.
“Propus uma sessão de desagravo ao Lula como cidadão brasileiro que foi preso. Eu acho que você ser solidário a alguém que foi preso por questões políticas, que naquele momento não tinha um veredito de que era culpado ou não, era o correto. Como cidadão e como presidente da Assembleia, propus a sessão de desagravo ao Lula. Eu não me arrependo de ter feito”, declarou.

