A nomeação de Lucas Vieira Silva para o cargo de procurador judicial da Prefeitura do Recife, publicada em edição extra do Diário Oficial na última terça-feira (23), colocou novamente em evidência a discussão sobre alterações no enquadramento de candidatos após a homologação de concursos públicos. Lucas, que havia sido classificado originalmente em 63º lugar na ampla concorrência em um certame realizado em 2022, assumiu a vaga destinada a Pessoas com Deficiência (PcD).
A medida ocorreu mais de dois anos depois da homologação inicial do resultado, republicado em dezembro de 2025. A prefeitura, comandada por João Campos (PSB), oficializou a escolha de Lucas como primeiro colocado da categoria reservada.
Filho da procuradora de contas Maria Nilda Silva (TCE-PE) e do juiz Rildo Vieira da Silva (TJPE), Lucas reivindicou em maio de 2025 a mudança de classificação após apresentar diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e solicitar perícia biopsicossocial.

