O tenente-coronel da reserva da PM-BA e diretor-geral da Guarda Civil Municipal de Salvador, Humberto Sturaro, criticou o voto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que defendeu a condenação de cinco policiais militares do Distrito Federal por omissão nos atos de 8 de Janeiro. Para ele, a decisão desconsidera o cenário caótico enfrentado pelos agentes e criminaliza protocolos usados para evitar confronto direto e preservar vidas.
No julgamento, Moraes votou para que os PMs sejam condenados a 16 anos de prisão, percam os cargos e paguem R$ 6 milhões cada em indenização por danos morais coletivos, além de responsabilização solidária de R$ 30 milhões. Ao comentar o caso, Sturaro afirmou que muitos comandantes teriam tomado a mesma decisão de recuar a tropa para proteger policiais, civis e manifestantes expostos ao risco de uso de força letal.

